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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Meu Discurso de Formatura !!


Oradora: Inez Maria Kwiecinski Teles de Souza

Discurso de formatura de Pedagogia PED 4831- UNIASSELVI
Ilustríssimo Presidente da Sessão, Professor Arildo João de Souza;
Ilustríssima Paraninfa, Professora Viviane Marques Antunes Roncato; 
Ilustríssimo Patrono da Turma, Sr. Marcus Hubner, Coordenador de Pós-Graduação do IERGS
Ilustríssima Professora Homenageada, Professora Roberta Monteiro Brodt;
Queridos Pais;
Senhoras e Senhores aqui presentes.
Primeiramente gostaria de agradecer as minhas colegas a confiança depositada em mim, quando me escolheram para proferir neste dia tão importante para todas nós, algumas palavras que possam expressar o pensamento da Turma e servir de reflexão no início desta nova caminhada.
Representar uma turma em plena formatura não é tarefa fácil. Como exprimir em palavras os sentimentos de todas as formandas pela celebração desta conquista tão importante?
Mas como uma boa contadora de histórias que sou, vocês não iriam estranhar se eu agora contasse uma história. Afinal, um “Era uma vez” cabe perfeitamente aqui, pois isso de fato é uma história. Pois bem, assim será.
Era uma vez, há quase quatro anos, em julho de 2007, um grupo de aproximadamente 40 acadêmicas iniciava o curso de Pedagogia – com Habilitação em magistério na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, docência nos cursos de Ensino Médio, Orientação, Supervisão e Gestão Escolar, até ai tudo normal, mas havia uma novidade, estas 40 acadêmicas estavam inscritas num curso de Educação à Distância, uma nova modalidade de ensino oferecida pela UNIASSELVI. Situada no sul do país, a UNIASSELVI é uma das maiores do Brasil, disponibiliza ensino a distância com ótimos cursos de graduação, e se intitula “o maior grupo de ensino superior de Santa Catarina”.
Destas 40 acadêmicas, hoje, somos 22 formandas, lamentamos que com o passar dos semestres, grandes amigas foram ficando para trás ou até mesmo desistindo do curso por motivos maiores. Porém outras novas chegaram e formaram grandes laços de amizade.
Ao longo desses três anos e meio tivemos a oportunidade de sermos orientadas por duas mestras em educação, duas pessoas maravilhosas, Profª Roberta Brodt que esteve conosco até a metade o curso e a Profª Viviane Roncato que seguiu da segunda metade até o final, estas duas professoras somaram, multiplicaram e dividiram com todas nós momentos inesquecíveis, fazendo com que cada uma pudesse absorver um pouco de cada exemplo, somar à especificidade e personalidade de cada uma. E, com a ajuda dessas mestras, hoje não somos mais um grupo de pessoas que ousaram se inscrever num curso à distância, somos vencedoras, mulheres corajosas que não se intimidaram diante do preconceito do EAD, somos PEDAGOGAS formadas. Temos agora um compromisso com a EDUCAÇÃO e com a sociedade.
O nosso aprendizado, nesse período, nos fez perceber que, na realidade em que vivemos, os profissionais de educação, em especial os pedagogos, têm papel essencial, pois somos responsáveis pelas sementes do amanhã, que poderão ser fruto de uma geração de pessoas que conquistaram a verdadeira democracia. Segundo Paulo Freire, “a democracia é, como o saber, uma conquista de todos. Toda a separação entre os que sabem e os que não sabem, do mesmo modo que a separação entre as elites e o povo, é apenas fruto de circunstâncias históricas que podem e devem ser transformadas.”
A nós, novas educadoras, compete o desafio de transformar, refazer a educação, reinventá-la, criar condições objetivas para que uma educação democrática seja possível, criar alternativas pedagógicas que favoreçam o aparecimento de um novo tipo de pessoas solidárias e preocupadas em superar o individualismo.
Por isso, caras formandas, digo que somos semeadoras e não podemos fugir da responsabilidade de semear. Não digamos que o solo é áspero, que chove apenas freqüentemente, que o sol queima ou que a semente não serve. Não é nossa função julgar a terra e o tempo. Nossa missão é semear. A semente é abundante! Um pensamento, um sorriso, uma promessa de alento, um aperto de mão, um conselho, um pouco de água, o diálogo são sementes que germinam facilmente. Não semeies descuidadamente, como quem cumpre uma missão desagradável! Semeemos com interesse, com amor, com atenção, como quem encontra nisso o motivo central de sua felicidade.
Tudo foi muito especial nesses anos de formação: cada semestre, cada uma das tutoras com suas particularidades, cada fato, cada pessoa, cada educando, cada escola de estágio, cada experiência. Felizardas somos, pois escolhemos justamente a educação mesmo sabendo que é uma área em que às vezes, infelizmente, o devido reconhecimento parece não surgir, mas aquele brilho no olhar daquelas crianças que conhecemos nos estágios, não há dinheiro que pague. Nossa fonte maior de recompensa deve ser o aluno. Precisamos ficar felizes com o seu aprendizado, já que foi essa a profissão que escolhemos.
Segundo Rubem Alves, jamais devemos nos esquecer de que “educar é mostrar a vida a quem ainda não a viu”, e que “A primeira tarefa do educador é ensinar a ver...” É através dos olhos que as crianças tomam contato com a beleza e o fascínio do mundo; Quando agente abre os olhos, abrem-se as janelas do corpo e o mundo aparece refletido dentro da gente. Quem não muda a sua maneira adulta de ver e sentir e não se torna como criança, jamais será sábio! Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. O ato de ver não é coisa natural, precisa ser aprendido.
Enfim, estamos agora encerrando a nossa graduação e, por isso, receberemos um diploma, mas o que esse período proporcionou, e o papel não contempla, é exatamente isto: a riqueza das nossas vivências, a cumplicidade, a reciprocidade, enfim. E, mesmo que sejamos potenciais competidoras no mercado de trabalho, aprendemos a respeitar e a valorizar as competências e talentos de cada uma, conscientes de que não sabemos nem podemos saber tudo; a cooperação e a ajuda mútua serão sempre bem-vindas.
Agora devemos nos abraçar, pois jamais esqueceremos estes dias em nossas vidas. Foram três anos e meio juntas e a separação é inevitável, as despedidas são sempre muito tristes, mas o que nos conforta é saber que, no futuro, teremos em nossas lembranças esses momentos maravilhosos.
Devemos agradecer a todos aqueles que nos ajudaram a chegar até aqui. E a nós, formandas, um último detalhe: essa conquista que fizemos juntas não foi e nem deve ser a última. Ainda queremos ouvir notícias de vocês em cursos de mestrado e tudo o mais que sabemos que podemos!
Sucesso a todas e obrigada.
Inez M K T Souza

Um comentário:

antunes1 disse...

Foi simplesmente maravilhoso teu discurso!!!!