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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Usando a sua criatividade

Faça você mesmo...

Muitas vezes ficamos nos perguntando em como manter nossos filhotes entretidos. Fácil! Para isso é só compramos brinquedos, tecnologia, DVDs ...
Uma pena é que isso nem sempre prende a atenção deles por muito tempo, principalmente crianças especiais. Os autistas não costumam brincar e nem interagir. Mas ficar perto de pessoas que eles gostam se torna prazeroso de alguma forma.
Antigamente não tínhamos tantos brinquedos, mas tínhamos recursos e são esse recursos que poderão manter seus filhos entretidos, principalmente tendo um pouco da sua atenção; isso sim é fundamental para o desenvolvimento do seu filho.
Segue abaixo algumas idéias de "faça você mesmo" para ser adaptado de acordo com a sua realidade. Compartilhando...






Boliche de tubos de shampoo, para variar um pouco.




Esse é para os pais que tem filhos pequenos e já querem estimulá-los.





Essa é para um dia de calor... na noite anterior coloque os objetos de seu filho numa bacia com água e congele. No dia seguinte, quando ele acordar leve-o para o jardim e mãos a obra!






Que tal um escorregador dentro de casa ou apartamento para dia de chuva...




Para que tem espaço em casa, pode fazer com fita adesiva colorida.






Jogos de varetas feito com palitos de churrasco e pintado por você e seu filho.




Não podia faltar o velho e bom pé de lata!




Nessa casinha que a criança pode entrar, sugiro que nomeie tudo que tem nela para aqueles que estão em fase de alfabetização.




Essa é para mães e filhas que mesmo "grandinhas" e adoram bolinhas de sabão. Compre arame e miçangas de diferentes cores e tamanhos.





Uma amarelinha de tecido! Boa dica para dia de chuva!
Compre um retalho de tecido escuro e faça os quadrados de fita crepe. Para os números compre
EVA, recorte e cole com cola quente. Assim que terminar a brincadeira dobre e guarde.






Acabou o amaciante!
Aproveite para fazer lindas casinhas de Polly!




Faça cama de papelão para qualquer tamanho de boneca. Uma ótima oportunidade para as crianças que ainda não dormem na sua cama...




Nessa casinha de papelão você pode riscar tudo que terá na casa e deixar sua filha pintar.




Um jeito diferente de fazer uma sessão cinema!




Que tal essa cozinha completa!






E essa casinha para seu filho dormir um cochilo e depois é só guardar.






Esse passeio de carro para relembrar uma viagem ou para preparar seu filho para uma.




Para aqueles que adoram levar seus objetos preferidos consigo.




Imaginei essa casa para ser usada como se fosse geminada, assim poderá brincar de vizinha e estimular o diálogo com sua filha.


Estudando matemática de forma lúdica!

Minha filha começou estudar a tabuada e ontem veio a primeira tarefa sobre o assunto.
Percebi que como várias crianças, ela teve muito interesse e não gostou muito do conteúdo.
Então lá foi eu procurar em meus arquivos e pesquisar na internet materiais lúdicos para estudar com ela em casa e assim motivá-la a estudar a tabuada.
Achei materiais muito legais e interessantes que podem ser adaptados para tabuada, como para soma, subtração, mas principalmente podem ser adaptados de acordo com sua necessidade ou criatividade.
Compartilhando...






Esse material, forminha de gelo e tampinhas foi criado para trabalhar emparelhamento de número e numeral, adaptando para usar com a minha filhota, pensei em usar como ditado de tabuada, em uma tampinha o cálculo e na outra o resultado.




Esse usando o lego achei muito legal, além de ser colorido é um brinquedo que geralmente temos em casa.




Nesses palitos de picolé além dos números pode ser colados adesivos preferidos da criança representando a quantidade ou tingi-los com anelina, isso pode ser feito sem critério, somente para deixar colorido ou de acordo com o método montessoriano: as unidades tingidas de laranja e as dezenas em azul.








Já esse material foi feito para o alfabeto, mas pensei em adaptar da seguinte forma: no lugar das letras colocar o cálculo com a resposta, detalhe, fazer uma "sanfona" dessas para cada tabuada, uma para o 2, para o 3 e assim sucessivamente.




Essa memória da pra ser usada de diferentes formas, mas no meu caso, pensei eu colocar em uma tampinha o cálculo da tabuada e na outra o resultado, ambos da mesma cor.




Adorei esse feito com as tampinhas de rosca, ótimo para trabalhar coordenação motora, além dos cálculos é claro.




Esse além de poder ser trabalhado as cores, podemos escrever o cálculo na base e pedir que coloque o prendedor com o resultado no respectivo cálculo.


Bom pessoal, esses materiais foram os que mas gostei para estudar tabuada com minha filha.
Espero que possa servir de inspiração para vocês criarem de acordo com a necessidade dos seus filhos.
Só não podem esquecer de compartilhar!!!!

terça-feira, 4 de junho de 2013

ALFABETO COM TAMPINHAS DE GARRAFA PET

A criatividade é a alma do negócio!
Temos ao nosso alcance muitos materiais então vamos aproveitar e usar nossa criatividade, nossos alunos agradecem!!

Essa ideia genial é da educadora Daniele Mendonça, Pedagoga e Psicopedagoga, Professora de Educação Infantil da rede pública de ensino em Fortaleza no Ceará, que nos diz:
"Muito importante para desenvolver o aprendizado do alfabeto é promover atividades lúdicas onde as crianças possam manipular as letras.
Sugiro essa atividade com tampinhas de garrafa pet, onde os alunos brincando, poderão formar as letrinhas. Com essa tarefa serão desenvolvidas várias habilidades como: atenção, concentração, número, raciocínio lógico, criatividade, e principalmente ludicidade, além de contribuir para o meio ambiente, uma vez que, você professor, pode pedir às crianças que juntem tampinhas de garrafa pois elas são verdadeiras aliadas nessas tarefas."

Bom trabalho amigos educadores!






















Fonte:http://danipsicopedagogia.blogspot.com.br/2013/04/alfabeto-de-garrafa-pet.html?spref=fb 

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Vocação-professor e suas consequências

POR: RODRIGO MARQUEZ

A docência não é uma vocação. Ao contrário, tornar-se professor exige uma longa e exaustiva preparação acadêmica. O termo “vocacional”, além de sua concepção mentalista, supõe que exista um dom a ser descoberto por alguém capacitado (Moura, 2001). Encarar a prática docente como vocação, inclusive com argumentos sexistas, retira o foco da formação profissional e do desenvolvimento de tecnologias de ensino, atrapalhando sobremaneira o cenário educacional do País. Como a prática da docência abrange uma infinidade de áreas, o texto em questão tem como recorte a educação infantil, o que não impede o leitor de generalizar a análise para outros contextos.

Inicialmente, a educação infantil brasileira esteve sob a responsabilidade exclusiva da família. As primeiras tentativas de organização de creches, asilos e orfanatos surgiram com um caráter assistencialista, com o intuito de auxiliar as mulheres que trabalhavam fora de casa e as viúvas desamparadas. Posteriormente, com o processo de implantação da industrialização no País, a inserção da mão-de-obra feminina no mercado de trabalho impulsionou a criação de instituições de educação e cuidados para seus filhos. (Paschoal & Machado, 2009)



Segundo dados da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (2003), atualmente no Brasil a maioria dos educadores da educação é mulher e possui entre 25 e 59 anos. Para Chamon (2005), o alto índice de participação das mulheres na educação infantil, está relacionado ao discurso do amor, da docilidade e da vocação, como estratégia para encobrir as condições concretas e as concepções de educação nas quais a prática docente acontece.

Ao darmos uma dimensão missionária do trabalho docente – herança de sua fundação no Brasil – produzimos como consequência a desvalorização monetária do trabalho deste profissional, e, levando em consideração a função do dinheiro como reforçador generalizado em nossa sociedade, estaremos produzindo profissionais desmotivados. Além disso, a atribuição de um caráter vocacional ao trabalho feminino reforça os estereótipos sociais sobre as relações de gênero e de classe.

Em 2011, o atual Governador do Ceará, Cid Gomes, em virtude de uma greve deflagrada pelos professores da rede pública, declarou que os mesmos deveriam trabalhar por amor, e não por dinheiro¹. A opinião do político vai ao encontro da “vocacionalização” da docência. Ora bolas, se o sujeito tem um dom, não necessitando de formação adequada para praticá-lo, por qual razão deveríamos oferecer um bom salário?


Para B. F. Skinner, principal teórico da Análise do Comportamento, o professor é o responsável por planejar as contingências de reforço a fim de “facilitar a aprendizagem” (Skinner, 1972). Compete ao professor formular os objetivos e dispor as condições necessárias para que o aluno se comporte de acordo com o que é proposto de modo a produzir consequências que contribuam para a manutenção do comportamento emitido (Zanotto, 2000). Definir previamente o que é ensinar, como ensinar e o que ensinar, não é uma tarefa fácil. A prática do educador, principalmente na contemporaneidade, exige um dinamismo incomum. A todo momento surgem novas tecnologias de ensino e novas diretrizes educacionais, impelindo os docentes a se atualizarem.

Estudar os processos de aprendizagem e investir na formação dos professores é um importante passo para melhorarmos os níveis educacionais brasileiros. Uma ciência do comportamento que oportuniza o estudo dos determinantes que levam alguém a se tornar professor e dos fatores que fazem com que alguém se mantenha na docência, pode ser útil para ajudar a pôr fim em ideias convenientemente equivocadas e na criação de políticas públicas compatíveis com a importante missão que estes profissionais exercem em nossa cultura.

¹http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/ce/professor+deve+trabalhar+por+amor+nao+por+dinheiro+diz+cid/n1597184673225.html

Referências Bibliográficas

Chamon, M.(2005) Trajetória da feminização do magistério. Ambigüidades e Conflitos. Belo Horizonte. Autêntica.

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (2003). Pesquisa Retrato da Escola 3 - A realidade sem retoques da Educação no Brasil. Volume 3. Brasília-DF.

Moura, C. B. (2001). Orientação profissional sob o enfoque da análise do comportamento. Londrina. UEL.

Paschoal, J. D.; Machado, M. C. G. (2009). A história da educação infantil no Brasil: avanços, Retrocessos e desafios dessa modalidade educacional. Revista HISTEDBR On-line, nº33. Campinas - SP

Skinner, B. F. (1972). Tecnologia do ensino. Tradução de Rodolpho Azzi. São Paulo. EPU..

Zanotto, M. L. B. (2000). Formação de Professores: A contribuição da Análise do Comportamento. São Paulo. EDUC.

Por: Rodrigo Marquez
FONTE: www.comportese.com